Pedro sempre fazia trilhas e acampava com os amigos. Não conseguia entender como se perdeu ao voltar para o acampamento depois de ter ido buscar lenha para a fogueira. Sentia-se um perfeito idiota andando a esmo por horas incontáveis. Pior que já era noite e aí mesmo é que não encontraria mais nada. Além dos perigos da mata da Serra Mar. Munido apenas com um cantil, vara de pescar e os peixes, que teria que comer cru, se não quisesse dormir com fome.
- Grande Pedro! Que porcaria de trilheiro! Falou em voz alta. Não sabia bem se com intuito de se conformar com a situação, ou na vã esperança que alguém o ouvisse. Decidiu achar um local mais seguro, como uma árvore uma, ou com proteção de uma pedra, onde pudesse descansar até nascer o sol. Pensava no quanto seria zoado por seus amigos, foi quando avistou uma luz... um acampamento! Apressou o passo, quando sentiu algo pontiagudo em suas costas. E uma voz de mulher disse algo que ele não entendeu. Como percebeu pelo tom que não parecia uma oferta de ajuda, virou-se lentamente e viu uma linda mulher de cabelos castanhos, vestida com calça e uma espécie de colete, tudo em couro. Claro que não deixou de reparar no seu decote...
Novamente ela falou em uma língua desconhecida, enquanto segurava uma lança apontada para seu peito. Ele tentou argumentar, mas, demonstrando irritação ela apontou na direção do acampamento. Sem entender nada do que estava acontecendo Pedro obedeceu. Ficou mais abismado ainda quando chegou ao acampamento e percebeu que só haviam mulheres e todas falavam aquela língua ou dialeto.
Não eram índias, pois suas peles não eram queimadas de sol. Havia uma de cabelos ondulados que tinha uma meiguice no olhar, outra que até parecia uma índia com um ar de senhora da situação, mas não a pele também não era morena, outra de cabelos pretos com um olhar de caçadora, outra com traços indígenas, mas com um sorriso no olhar e outra com cabelos compridos e um olhar indecifrável.
Todas apontando suas lanças foram o conduzindo até em frente de uma cabana um pouco maior, de onde saiu uma mulher de cabelos bem pretos mas pele bem branca, que parecia uma espécie de sacerdotisa. Mais uma vez ele tentou se explicar sem sucesso. Já estava apavorado com a situação e pensando quê, as Amazonas existiam afinal!
Depois de conversarem entre si, aquela com olhar de caçadora o levou para a cabana maior e foram seguidos pela sacerdotisa e por aquela que o tinha capturado. Enquanto a primeira o vigiava, as outras duas preparavam uma espécie de sopa em um caldeirão. Trouxeram a tal sopa e fizeram gestos que ele deveria tomar. Tomou, e para seu espanto, o caldo tinha um gosto delicioso! Aproveitou, já que estava faminto.
Se me matarem, pelo menos não morro com fome, pensou. Em seguida, começou sentir uma espécie de torpor.
Para sua surpresa todas saíram da cabana e o deixaram ali. E ele nem pensou em fugir, pois quando percebeu, as mãos daquela mais meiga o acariciam, deixando-o excitado.
Ela se deitou nua sobre uma algo que parecia um tapete rústico de lã de carneiro e ele nem pensou, possuiu aquela bela mulher. Assim que ela saiu, entrou aquela com traços indígenas e um ar de senhora da situação. E ao vê-la seu imediatamente ficou excitado. Ele não sabia bem o que estava fazendo, mas foi ótimo. Nem teve tempo de olhar para a porta e a aquela que tinha um sorriso no olhar também veio. E, novamente ele estava pronto para as delícias que viriam. Então, veio aquela de olhar indecifrável e mais uma sessão de prazer aconteceu.
Pedro compreendeu que só poderia ser o tal caldo! Ele estava insaciável!
Quem entrou agora foi sacerdotisa ele lembrou das lendas que conhecia sobre as Valquírias e achou que chegara ao Valhala.
Porém ficou decepcionado, quando algum tempo de se passou e aquela que o tinha capturado não apareceu. Neste momento aquela com olhar de caçadora entrou e mostrou que era mesmo uma amazonas, cavalgando-o com vontade. Assim que se satisfez, fez sinal para que se levantasse e o levou nu, para a floresta.
Enquanto andava ele pensava: é agora! Vou ver ao Valhala e não volto!
Então, em uma clareira que prateada pela lua cheia. Surgiu a sua algoz, que parecia vestida apenas de luz e quando se aproximou Pedro sentiu o calor subindo pelas entranhas e novamente estava cheio de tesão! Que loucura...
Quando abriu os olhos, teve que piscar para entender que a luz que o cegava era do sol!
E, ele estava vestido e todas as suas coisas ao seu lado na beira do rio!
Rapidamente tentou levantar, mas suas pernas bambearam e teve que sentar para não cair. Ouviu seus amigos vindo em sua direção e já zoando.
_ Ôh, Pedrão! Que grande pescador, além de não pegar nenhum peixe ainda dorme na beira do Rio!
- Pois é, acho que peguei no sono.
Achou melhor nem cogitar sua estória para não acharem que tinha ficado louco. Mas, no seu íntimo sabia que, para ele havia sido bem real...
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by Fernanda




















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